Temos a imensa honra em apresentar o início da pré-venda d’O Livro Cor, do artista e professor Bernardo Magina (Rio de Janeiro, 1989). Mestre em Arte e Cultura Contemporânea pelo PPGARTES/ UERJ e graduado em Comunicação Social–Publicidade pela ECO/UFRJ. É professor dos cursos “Pintura Além do Quadro”, “Cor e Forma” e “Dinâmica das Cores” na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. E é uma enorme alegria tê-lo conosco no catálogo editorial de primavera da Casa Philos.

Bernardo pesquisa a cor no espaço-tempo desde 2011 e trabalha com Desenho e Pintura e com suas possibilidades no campo expandido. Dedica-se aos murais e intervenções artísticas na cidade e participa regularmente de exposições, destacando sua individual Jardim do Céu, na Capelinha da EAV-Parque Lage, em 2022; e Os Coloristas Estão Chegando (2024), no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), onde também participam seus mestres Orlando Mollica e José Maria Dias da Cruz, além de alguns de seus alunos.

O Livro Cor nasce no contexto da adaptação das aulas de pintura de Bernardo Magina na Escola de Artes Visuais do Parque Lage durante a pandemia de COVID-19, em 2020, em que reúne seus estudos, referências e técnicas.

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“[…] Alguns livros e artigos foram muito importantes para meu processo criativo didático. Revisitei Ponto e Linha sobre Plano, de Wassily Kandinsky, quase dez anos após a primeira leitura e ele se mostrou central para pensar as estruturas composicionais, pesos, tensões e como os elementos plásticos e suas infinitas combinações provocam determinados efeitos sobre o espectador. […] Estava relendo, dentre os vários livros, Escritos de Artistas – anos 60/70 com organização de Cecília Cotrim e Glória Ferreira. Nele, há a entrevista de Frank Stella e Donald Judd que foi a chave para desencadear O Livro Cor e depois a série de “Pinturas Didáticas”. Quando li suas considerações sobre usar a simetria para evitar a composição e toda tradição da pintura europeia, veio-me o insight de que poderia ser meu artifício para evitar o desenho – sempre tão presente tanto nos meus trabalhos, quanto nos exercícios de aula”.

Dessa pesquisa “surgem os módulos quadrangulares normalmente com 16 quadrados menores que juntos formam um maior. Cada pequeno quadrado tem 2×2 cm e, por conseguinte, o maior 8x8cm. Durante o curso, usei este padrão tanto para conseguir demonstrar as questões relevantes dos estudos cromáticos quanto para os alunos poderem exercitarem. Era uma maneira de conseguir testar, conduzir o olhar do espectador sem que entrasse tanta influência das formas nisso. Criei um cenário favorável para treino, contudo foi importante frisar que deviam aplicar em outros contextos criativos depois”.

A abordagem cromática das aulas de Bernardo Magina deriva dos seus estudos de José Maria Dias da Cruz e de sua pesquisa sobre o rompimento do tom enunciada principalmente nos livros Da Cor ao Cinza: rompimentos, revelações e passagens (2001) e Cromatismo Cezanneano (2010).

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“Pinto porque um dia li esses livros, quando aluno de Suzana Queiroga, que os emprestou para mim durante o programa de Fundamentação artística da EAV em 2011. Lembro-me da epifania da primeira vez que os li, tudo que aquele cara falava ia fazendo um sentido incrível e ali elegi a Pintura como centro da minha vida. Soma-se a isso o fato de naquele ano eu ter sido assistente de ateliê de Orlando Mollica, muito amigo do Zé, e responsável por nos apresentar dois anos depois em 2013. Eles tinham uma troca artística muito intensa e ambos se consideravam coloristas. Orlando me confidenciou que via o Zé como seu mestre neste aspecto, pois todos nós bebemos na fonte de seus estudos. É curioso, pois a pintura deles se materializa de modo distinto esteticamente, mas o pensamento plástico e os jogos cromáticos se afinam com muita proximidade para quem conhece a pesquisa de ambos. Em 2013, pude ser assistente de José Maria Dias da Cruz em seus workshops de Cor no Parque Lage. Ele já morava em Florianópolis e vinha uma vez por mês ao Rio de Janeiro. Lecionava quatro aulas em duas semanas e assim foi por alguns meses. O diferencial é que eu ia em seu ateliê em Laranjeiras e ele me passava o conteúdo e os exercícios em aulas particulares para que eu pudesse ajudar os alunos a fazerem tudo depois. Era ali a vida dando um presente maravilhoso para aquele jovem que elegeu a pintura como centro de sua existência por conta dos escritos daquele experiente artista. Trabalhar com esses artistas que tem a percepção como ponto de partida para o estudo das cores formou minha maneira de ver o mundo e, portanto, de como processá-lo como filtro artístico depois”. Bernardo Magina

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O Livro Cor é um verdadeiro encontro entre os estudos de Bernardo Magina e suas composições para aulas, criando narrativas cromáticas que se debruçam ao olhar do leitor:

“Há muitas pesquisas cromáticas interessantes e variados caminhos seguidos por artistas e teóricos que certas vezes menciono a título comparativo, mas as considerações sobre a temporalidade da cor presentes na obra do Zé, a meu ver, fazem a Teoria de Cor dele ser mais do que isso, ser uma Teoria do Olhar. Ao mesmo tempo que ele ficciona através de suas composições artísticas, ele destrincha o comportamento do olho perante o espaço real. Do mesmo modo, O Livro Cor tem, portanto, essa raiz didática, mas se propõe objeto de arte. Os princípios a serem trabalhados nos exercícios como ritmo, tipos de harmonias, acordes dentre outros são apenas pontos de partida para as pinturas apresentadas neste livro”. Bernardo Magina

Propositalmente O Livro Cor se afirma somente com imagens. Uma forma de instigar a imaginação dos espectadores leitores a partir de outras linguagens.

“Por fim, creio que a linguagem direta – embora sofisticada – possa romper também algumas barreiras do consumo de arte contemporânea e que este livro possa ser lido (visto) por pessoas de múltiplos interesses e que as toque cada uma de um jeito”. Bernardo Magina

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O lançamento de O Livro Cor acontecerá na programação especial da Philos na ArtRio 2024, de 25 a 29 de setembro, na Marina da Glória. 

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